24 de abr. de 2012

Intro.

Tem horas que cansa tentar ser o que não sou. Tenho ciência das minhas limitações. Não, não sou genial, estou longe disso. Não leio meia dúzia de livros por semana, não vejo filmes e analiso friamente. Não, eu não sei fazer isso. Às vezes, por falta de know-how, às vezes por preguiça mesmo.

Sou uma pessoa comum. Não vejo novelas, mas vejo seriados. Adoro séries policiais. Não gosto de ficção científica ou coisas muito cabeçudas. Mas também não gosto de comédias. Particularmente, não gosto de épicos nem de literatura fantástica, embora eu goste de história. Estou longe de ser estudiosa e não memorizo nomes, passagens, citações... Minha memória é seletiva e visual. Posso não saber muita coisa, mas sei chegar em qualquer lugar. Eu observo, não analiso. Sou prática. Provavelmente, lembrarei de algo que tenha me dito pois minha memória é sentimental. Gosto de ver sangue, gosto de pessoas estranhas. Gosto do que é viceral.
Eu gosto de pessoas inteligentes e é um dos meus principais pré-requisitos. Não consigo ser legal com quem ostenta orgulhosamente sua ignorancia. Meu QI é mediano, mas gosto de aprender. Me mantem viva.

Não sei ser romantica-grudenta. Eu não gosto de manifestações públicas de afeto. Eu não sou um livro aberto, mas consigo ler as entrelinhas de qualquer um. Aceite isso. Tenho inúmeros defeitos e algumas boas qualidades.
Estou aprendendo a lidar com muita coisa que nunca entendi mas percebi que não preciso achar lógica em tudo para viver. Estou aprendendo a sentir.
Eu não esqueço. Eu sou stalker. Sou vingativa. Uma boa e verdadeira escorpiana.
Essa é minha natureza e se achar ruim, é um problema inteiramente seu.

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